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. “O suicídio não é cometido por desespero; é um acto de esperança do qual decorre uma elevação no estatuto suicida. Alguns bombistas suicidas sentem-se em conexão directa com o omnipotente Alá” - Prefácio
Talvez tenha sido a sua última hipótese de fuga antes que o marido a maltratasse, dado que aparentemente estava farto dela, ou talvez houvesse outro homem na sua vida, ou existiam apenas rumores nesse sentido. Foi uma saída honrosa, impedindo que a humilhação se abatesse sobre si e sobre a sua família.
Recordo-me de algo que ouvi nesse contexto, «Não era uma shahida, era uma sharmouta» (ou seja não foi uma mulher que morreu como mártir em nome de Alá, era apenas uma prostituta), e ouvi-o da boca da boca de Murad, um jornalista árabe que me acompanhou várias vezes quando entrevistei indivíduos fora das prisões israelitas. Ele acrescentou: «foi melhor para ela morrer do que ser assassinada, e até levou dois soldados [israelitas] consigo, pelo que todos os seus pecados foram esquecidos."
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