10 de novembro de 2012

PS Matosinhos [I]

É público que não tenho qualquer tipo de consideração pessoal ou política por Narciso Miranda. Considero-o um político populista, demagógico e com ausência de valores éticos… mas sou obrigada a reconhecer que ele soube elaborar uma estratégia politica que lhe permite sobreviver com alguma facilidade.
Senão vejamos:
1. Em 2001 é eleito Presidente da CMM pela ultima vez com 37 231 votos. Porém, na sequência dos incidentes da lota, fica impedido de se recandidatar em 2005.
2. Em 2005 Guilherme Pinto é o candidato do PS e é eleito Presidente da CMM, pela primeira vez, com 34 442 votos.
3. Em 2009 Narciso Miranda, na impossibilidade de ser o candidato do PS, concorre à CMM como independente e disputa a Câmara com Guilherme Pinto que é recandidatado pelo PS. Guilherme Pinto vence a eleição por 35 293 votos contra 22 892 votos de Narciso Miranda.
A vitória de Guilherme Pinto foi uma derrota pessoal e política de Narciso Miranda que ele não foi capaz de digerir e que assume uma dimensão de ódio pessoal quando ele acaba por ser expulso do PS. Narciso Miranda recorre da sua expulsão para o Tribunal Constitucional e mesmo sabendo que o recurso ao TC não suspende a sua expulsão argumenta que ainda é militante do PS. É porém evidente para todos que Narciso Miranda sabe que sem o PS as suas hipóteses de se afirmar no panorama político local fica fragilizado. Assim aposta na fragilização do próprio PS, condicionando a escolha do candidato do PS em 2013.


Sabendo ele que António Parada tem uma ambição desmedida e um ódio pessoal a Guilherme Pinto, apesar de não gostar do António Parada alia-se a ele recorrendo à velha estratégia de se unir para combater um inimigo comum. Nada os une, já que António Parada é uma fotocopia politica de Narciso Miranda, a não ser a vontade de impedir Guilherme Pinto de ser o candidato do PS à CMM. Assim Narciso empenha-se pessoalmente na eleição de António Parada para Presidente da Comissão Politica Concelhia de Matosinhos, colocando os militantes do PS que ainda lhe são fieis ao serviço das ambições de António Parada, com o objectivo de este vir a ser o candidato do PS. Obviamente que esta estratégia foi facilitada com a introdução das directas, na sequência da alteração dos Estatutos do PS.
Parada, após conseguir a presidencia da comissão política concelhia, apressou-se a realizar as directas, apesar de estar consciente que há um processo no Tribunal Constitucional a pedir a ilegalidade dos Estatutos a qual, ao ser declarada, torna todo este processo anulável.
Sabe-se que as sondagens, que a distrital faz questão de esconder, indicam que António Parada perderá para Narciso Miranda, do mesmo modo que nessas sondagens é dada a indicação de que Guilherme Pinto voltaria a derrotar o Narciso Miranda.
De todo este imbróglio ressalta que António Parada é o candidato preferido tanto para Narciso Miranda como para Pedro Vinha da Costa, porque é um candidato de quem farão gato-sapato sem grande esforço.


A minha grande interrogação é se António José Seguro vai ser cúmplice desta estratégia que levará à primeira derrota do PS em Matosinhos

1 comentário:

Mariana disse...
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