25 de outubro de 2012

da ética... ou da falta dela

Ao ler esta noticia fiquei surpreendida com a argumentação usada


António José Seguro quando foi eleito Secretário Geral do PS decidiu fazer uma alteração dos Estatutos do Partido Socialista à revelia das mais elementares regras democráticas e legais. Perante o sucedido, foram feitos recursos ao Jurisdicional do Partido Socialista e a resposta foi, do ponto de vista dos Estatutos, hilariante  pelo que um dos recorrentes subiu de instância e remeteu o assunto para para o Tribunal Constitucional. Nada que não cumpra o estipulado pela própria Lei e nada de anormal num Estado de Direito Democrático.
Na democracia representativa que somos, o país elege deputados para eles exercerem o poder legislativo.
Num Estado de Direito Democrático a lei é respeitada e cumprida.
Então, o que é que me surpreende na linguagem usada pelo Deputado António Galamba?... o que me surpreendeu foi o facto de um deputado  que tem como função legislar considerar “terrorismo politico” o recurso ao Tribunal Constitucional. A mensagem que esta adjectivação provoca é tanto mais grave quanto se adjectiva de terrorismo politico o recurso a instrumentos legais à disposição dos cidadãos quando eles convocam as instâncias adequadas para redimir as suas divergências legais.
Estará o deputado António Galamba a sugerir que a decisão do Tribunal Constitucional poderá ser uma decisão terrorista?
Na minha opinião, um deputado capaz de fazer comentários destes não terá o perfil ético que se deve exigir a um deputado

24 de outubro de 2012

sou político

Um livro de Guilherme Pinto com prefacio de José Sócrates   




13 de outubro de 2012