8 de agosto de 2012

a democracia é o pior sistema politico depois de todos os outros

Este é um artigo que vale a pena ler, até porque são levantadas algumas questões curiosas sobre a alteração dos Estatutos do PS e sobre António José Seguro. Deixemos no entanto esses aspectos para futuros comentários e centremo-nos no dito “efeito Parada”. 
Em 2005, apesar dos processos internos abertos pelo PS na sequência do caso da Lota em que é proposta a sua expulsão, consegue impor-se ao PS como cabeça de lista à junta de Matosinhos onde ganha com maioria absoluta.
Ao longo desses quatro anos conduz uma guerrilha institucional contra o Guilherme Pinto [de que é paradigma o caso da providencia cautelar sobre o transito na Av Serpa Pinto] e tenta criar condições para em 2009 ser candidato à CMM contra Guilherme Pinto, tendo até tido contactos com o PSD sobre a hipótese de vir a ser o candidato apoiado por este partido [segundo o próprio os contacto foram com Marco António]...
Esfumada essa hipótese, recandidata-se à Junta de Freguesia onde é reeleito mas perde a maioria absoluta. Consciente das suas fragilidades e ignorância agarra-se a um discurso populista e reforça o seu sindicato de votos fazendo entrar no PS centenas de pessoas com o único intuito de votarem nas eleições internas quando e em quem ele indicar.
Para poder concretizar a sua ambição de ser o candidato do PS à Câmara, lança a sua candidatura à Comissão Politica Concelhia sem uma moção e sem um projecto político capaz e coerente… pois está ciente que não são as ideias mas sim o seu sindicato de votos que lhe vão dar, como deram, a vitória.
Esta estratégia tem erros políticos incontornáveis: primeiro divide o partido de que precisa para ganhar e depois ignora que um sindicato de votos lhe pode permitir ganhar eleições internas no partido mas não chega para ganhar uma eleição autárquica. 


Estará António José Seguro disponível para ver o PS perder pela primeira vez a CMM ?


1 comentário:

menvp disse...

Para já, para já, na minha opinião, a contestação deve seguir o seguinte caminho:
- REIVINDICAR o Direito à defesa do contribuinte!!!
.
-> De facto:
Votar sim!
… mas…
Votar não é passar um cheque em branco!!!
Leia-se: O CONTRIBUINTE TEM DE DEFENDER-SE!!!!!!
.
.
TOCA A ABRIR A PESTANA:
- o cidadão não pode ficar à mercê de pessoal que vende empresas estratégicas para a soberania – e que dão lucro (!?!?!) -, e que nacionaliza negócios “madoffianos” (aonde foram ‘desviados’ milhões e milhões); ex: BPN.
- Democracia verdadeira, já! -> leia-se, DIREITO AO VETO de quem paga (vulgo contribuinte).
[veja-se o blog «fim-da-cidadania-infantil»]
.
.
Nota: A 'coisa' não pode ser vista como «trigo limpo, farinha Amparo»... isto é, ou seja, no meio de de políticos não-corruptos poderão sempre existir políticos corruptos - e vice-versa -,... consequentemente, como é óbvio, é MUITO MUITO importante que os políticos não-corruptos se sintam apoiados pelos contribuintes... e, como é óbvio, o Direito ao veto do contribuinte... será uma forma de os contribuintes apoiarem os políticos não-corruptos.