5 de novembro de 2011

UMA ABSTENÇÃO SUICIDA


Não concordo com a abstenção do PS no Orçamento de Estado para 2012.
Este OE é altamente ideológico. Nele está vertida toda a agenda ideologia ultra liberal do PSD. Trata-se de uma agenda ultra liberal que não é perceptível para o cidadão comum que prima pela despolitização, desinformação e afastamento da vida política partidária… tratando-se por isso de uma agenda oculta para a grande maioria dos portugueses.
À despolitização / desinformação do cidadão português soma-se a presença exagerada no nosso quotidiano dos média que de forma militante contribuem para a criação de um pensamento único onde todas as medidas deste governo que nos desgoverna surgem como inevitáveis e disseminam o medo… ou é isto ou é o fim.
Portugal parece estar a passar por um momento bíblico… onde uns fariseus [estes senhores do governo que nos desgoverna e arruína] escolhem um Cristos [a função publica e pensionistas] para crucificar e o PS assume o papel de Pilatos [que lava as mãos deste OE]
O PS ao abster-se na votação deste OE, que e porque é profundamente ideológico, coloca-se na posição de não se apresentar e não ser uma alternativa.
 Esta abstenção vai condenar o PS a ficar afastado do poder e de inclusivamente desaparecer aos olhos do eleitorado como alternativa.
Com esta abstenção, mesmo afirmando que é um mau orçamento e que não concorda com ele, o PS está implicitamente a admitir que este orçamento, apesar de seguir por um caminho tortuoso e injusto, nos poderá tirar da crise em que estamos, pelo que António José Seguro está a "colocar a cabeça no cepo" ao lado da do Passos Coelho e, em caso de falha, as duas cabeças rolarão...
Assim não posso aceitar que o PS opte pelo suicídio político e obrigue os Socialistas a esquecerem os seus valores

8 comentários:

Francisco Clamote disse...

Suicida, diz muito bem.

Otília Gradim disse...

Traição também é um termo que se aplica à posição do PS face a este OE.

Carlos II disse...

Valha-me Deus Otília. parece que não vivemos no mesmo país.

Esquece-se que o país está sujeito a fortes pressões internacionais num estado de insolvência.

Sabias que estamos presos a medidas draconianasdo do FMI? Vê bem a que conduziu as políticas do anterior governo; não seria também um programa idelógico? Bem me enganou, porque votei PS. Não que acredite nesta gente, porque me reserva o meu direito de cidadania e porque para mal dos portugueses este é o espectro político que temos.

Qualquer acção governativa é sempre de sentido ideológico.

Acredito no futuro mas mum mundo dierente e com a consciência que nunca será perfeito.

Paises que foram sujeitos ao FMI - Chile, Argentina, Brasil, Irlanda hoje estão bem ou a caminho de uma estabilidade ou equilibrio financeiro, político e económico.
Otília,

A vida interna do PS não me interesa muito, nem dos outros. Desaparecem estes, vem outros, o país é eterno.

Um abraço!

mac disse...

Mas o PS assinou o acordo com a Troika...encontra-se refém das suas medidas e contra a espada e a parede. Se votassem contra o OE, a pergunta seria "então porque assinaram o acordo?"
Seguro tornou-se refém de Sócrates.

azzzarado disse...

Estou farto de fundamentalismos acerca do acordo da troika, e dos que entendem que por o PS o ter assinado tem que apoiar todos os logros e trafulhices deste governo

Para os que tal defendem convêm esclarecer que o que o PS assinou foi o Memorando de Entendimento, não o programa eleitoral do PSD onde se afirmava que governo "iria mais longe que a Troika".

Para esses fundamentalistas deixo aqui um exercício de raciocínio bastante elementar e uma pergunta a que peço que me respondam:

Imaginemos que contraiu um empréstimo para compra de uma casa e que no contrato que então firmou com o banco estava fixado um spread de 4 pontos percentuais sobre a Euribor. Entretanto a administração do banco muda e a nova administração, com o argumento de que necessita de se recapitalizar, decide unilateralmente subir todos os spreads do crédito à habitação para 10 pontos percentuais (mas que nos contratos de crédito já firmados com clientes importantes, destinados ao negócio com aplicações financeiras da bolsa o spread se mantém inalterado, ou que até poderá ser revisto em baixa, a pedido). Nesta situação, Você pagava o tal aumento de spread fixado à revelia do contrato que tinha assinado com o banco, com o argumento de que esse contrato era para se cumprir a qualquer custo?

Gostaria de lembrar a estes senhores que:
- os juros sobre parte do empréstimo contraído junto da troika já foi até revisto em baixa quando o BCE concordou em cobrar sobre a sua parte deste empréstimo uma taxa de juro idêntica à cobrada pelo FMI;
- que quando alguém prevê que, num futuro próximo,não lhe não lhe será possível cumprir com os encargos de um empréstimo, manda a mais elementar prudencia que tente renegociar os prazos desse empréstimo, e que tal tal negociação de prazos nunca pode ser invocada como incumprimento

Otília Gradim disse...

Carlos,

se calhar não vivemos ;)

bjinhos

Otília Gradim disse...

Mac,

há uma grande diferença entre o memorando da troika e o Orçamento de Estado deste governo que nos desgoverna.

Saudações

Otília Gradim disse...

Azzzarrado,

subscrevo o teu argumento.

beijos