23 de novembro de 2011

CHAPÉUS HÁ MUITOS!!

Manuel dos Santos publicou no seu facebook este comentário:
o que me levou a dar-lhe esta resposta:

"Com todo o respeito que me merecem as pessoas, não posso deixar de lhe responder ao seu comentário. Tal como afirma, a Comissão Politica Nacional tem toda a legitimidade para decidir abster-se no OE de 2012… mas o Sr. não tem nenhuma legitimidade para vir criticar os deputados que, em seu nome pessoal decidiram apresentar uma declaração de voto.
Porque é que eu entendo que não tem legitimidade para criticar os deputados que se abstiveram no respeito pela disciplina de voto que apresentaram a declaração de votos?... é simples! António José Seguro, na votação do OE de 2011 (último orçamento da responsabilidade do PS), apresentou declaração de voto. Aquando da votação do referendo ao Tratado Europeu António José Seguro votou de forma diferente do restante grupo parlamentar evocando objecção de consciência para tornear a disciplina partidária. Assim, no uso da sua liberdade de consciência, os deputados que agora tanto critica teriam legitimidade para votar contra o OE 2012, evocando razões de consciência muito mais justificáveis que as que estavam em causa quando AJS votou em sentido contrário ao grupo parlamentar e nessa altura a discordância tinha sido muito menor pois apenas houve 7 votos contra.
A divulgação das declarações de voto é um imperativo democrático de quem as apresenta para que sejam do conhecimento dos seus eleitores. Aliás elas são públicas e podem ser consultadas no site da Assembleia da República
Na sua opinião publicada pode-se ainda ler algumas aberrações. A primeira delas é a divulgação das contas do PS, tema que entendo deveria ser restrito ao interior do partido. A sua publicação para além de errónea é péssima para a imagem do PS. Não contente com esta aberração ainda decide [com fundamentação duvidosa] inferir que a situação financeira da distrital do Porto é em tudo semelhante à situação financeira do PS Nacional e isto só para poder lançar mais uma pedra aos deputados eleitos pelo ciclo do Porto que apresentaram declaração de voto.
Eu, que não o conheço pessoalmente mas que vou lendo e ouvindo o que por aí vai afirmando, sou tentada a acreditar que tem um ódio de estimação ao Porto… quer à cidade quer aos seus clubes… como o demonstra a sua afirmação "com excepção de um ou outro, os adeptos doFCPorto (são todos burros) têm um baixo nível de Q.I.!!!"” confesso que não fizemos uma comparação de QIs e como tal não sei o valor do seu. Uma coisa porem é certa: - no que toca ao QIE o Sr. não me parece que dê provas de o ter.
No entanto sou obrigada a concordar com esta sua afirmação “Tudo é legitimo até um certo ponto, mas depois é preciso dizer que basta.” Só não entendo que não aplique a si os chavões que prega, aos outros pois este BASTA ter-lhe ia servido na perfeição no que respeita a este assunto."

Curiosa foi a reacção de Manuel dos Santos... não contra argumentou ou contrariou o que foi escrito… apagou o comentário e para justificar essa sua atitude publicou:  
Não vou exigir ao Sr. que saiba o que é a liberdade de expressão ou os conceitos básicos de democracia… deixo para os outros a avaliação da sua atitude. 

5 comentários:

Francisco Clamote disse...

Muito "tolerante", este Manuel dos Santos!
Boa resposta a sua, Otília.

Otília Gradim disse...

Francisco,
dei-lhe a resposta que merecia e no tom que ele havia usado no seu comentário.
Admito que o Manuel dos Santos não saiba o que é o QIE e que por isso se tenha considerado insultado.

Abraço

Jorge Portojo disse...

Este triste deputado sempre foi um pobre diabo desde novo e como tal a sua cretinisse aumenta proporcionalmente à idade que vai tendo.

Otília Gradim disse...

Jorge,
eu só reparei neste senhor recentemente e depois de ler / ouvir um ou dois disparates... um candidato a narcisista ;) dito de outro modo: um tonto.
Saudações

João Fernando Almeida disse...

Não estamos em tempos de divisão não militante em cotas mas sou um cidadão atento peço desculpa todos temos razão mas nesta altura todos querem divisão calma