2 de setembro de 2011

PODIA SER PIOR?... NÃO!!

2 comentários:

Carlos II disse...

Olá!

Uma vez numa reunião de técnicos no meu local de trabalho, um deles a determinada altura, dirigiu-se a outro nestes termos: O colega, desculpe, mas está a raciocinar com os calcanhares.
Era fácil observar que eles estavam ali, mais para demonstrar aos outros as suas competências e vaidades, esquecendo o essencial porque estavam ali.

Assim me faz lembrar estes crónicos-cronistas que aparecem na televisão, além dos politólogos, sociólogos, psicólogos, jornalistas, bloguistas, comentadores, eu sei lá! Toda a gente parece possuir as mezinhas adequadas para o doente. Nenhuma desta gente tem responsabilidades governativas.Vaidades.

Será que estão chateados por também lhes irem ao bolso? É bom sinal.

Como dizia o nosso amigo Luiz Pacheco...p.q.p.

Otília;
O momento político, no meu entender, devia ser de coesão nacional. Andamos há 30 anos a viver acima das nossas capacidades a derrubar governos e a berrar que o próximo é que é bom. Mas como ele não existe, é fácil de adivinhar que é o melhor de todos.
E assim vivemos alegremente numa luta entre clientelas; que muita gente define como esquerda e a direita.
Antigamente era o Estado Corporativo, agora é o poder das Corporações (algumas delas bastante poderosas) que se utilizam do Estado e influenciam os partidos e as políticas, para seu proveito, porque financiadores do sistema que eles chamam de democracia. Para não falar das forças invisíveis pouco mais ou menos secretas, como a maçonaria, a opus dey, a opus gay e outros cruzados.

Julgo que o abismo está há vista, num contexto mundial muito perigoso e de grandes e rápidas mudanças.

Eu já reservei um jazigo de família no cemitério de Almada.

Beij.

Otília Gradim disse...

Carlos,
a unidade não se faz à volta de um governo que nos des-governa... poderia ser feita à volta de um Estadista!... mas esses desapareceram e os poucos que há não estão para estas tretas.

Paul De Grauwe escreveu no Expresso um artigo de opinião com o seguinte título:

O FUNDAMENTALISMO DO EQUILÍBRIO ORÇAMENTAL
(…)
Será a regra do equilíbrio orçamental uma boa ideia? A minha resposta é não. Primeiro, porque se baseia num diagnóstico errado da crise da divida na zona euro. À EXCEPÇÃO DA GRÉCIA, A RAZÃO PORQUE OS PAÍSES ENTRARAM EM CRISE POUCO TEM A VER COM A GESTÃO DEFICIENTE DAS FINANÇAS DO ESTADO. A causa fulcral dos problemas das dívidas na zona euro deve ser encontrada na acumulação insustentável de divida dos sectores privados em muitos países do euro. Entre 1999 e 2008, quando a crise financeira estalou, os proprietários de casas na zona euro aumentaram os seus níveis de divida de cerca de 50% do PIB para 70%. A explosão da divida dos bancos na zona euro foi ainda mais espectacular e atingia uma percentagem superior a 250% do PIB em 2008.
(…)
Paul De Grauwe - Professor da Universidade Católica de Lovaina, Belgica

bj