6 de julho de 2011

UMA NOVA TEORIA - O "CAPITALISMO ÉTICO"


António José Seguro afirmou hoje que caso seja eleito secretário-geral do PS escreverá «aos líderes dos partidos membros da família socialista, social-democrata e trabalhista europeia», defendendo uma proposta política comum que privilegie o «capitalismo ético» ao serviço das pessoas.»

2 comentários:

Carlos II disse...

Pois, pois! Sempre é melhor do que perder tempo com jogos florais na política. Analisar os efeitos da crise que não é só económica-financeira, mas de valores sociais. Porque se perderam referências e a ética é uma delas, para além da perda de referências religiosas sem contraponto e que assenta a moralidade. É a moralidade só dos direitos. Hoje tudo é relativo e o que emerge é o bem material e o presente. O futuro? Os vindouros que paguem, se houver dinheiro para isso.

É preciso repensar tudo, porque sem isso não temos ética na política, nem moral para dizer-mos o quer que seja. Mas a Otília acha que isso é masturbação intelectual.

Sim, Deus tem que regressar. Costumo dizer cá em casa. Não porque seja uma questão de fé, porque isso pertence ao maravilhoso, ao transcendente, ao mistério. E como tal está tudo em aberto. Mas às "pontes" que dá acesso à prossecução do bem.

Beij.

Otília Gradim disse...

Carlos,

este é um daqueles momentos em que a politica me diverte... capitalismo ético?... desde quando o capitalismo é ético?... que tipo de base ideológica tem?... ou isto faz parte da máxima "se for preciso aliamos-nos ao Diabo"

Há anos que se assiste a uma crescente degradação dos actores políticos... hoje somos chamados a escolher os menos maus em vez de se escolherem os melhores. Quem tem por habito participar em Assembleias de Freguesia ou Municipais percebe quão baixo é o nível... já não pedia muito,pedia que soubessem o regimento e as forma correcta e democrática de decidir colectivamente.

Não há direitos sem deveres, nem deveres sem direitos. Não sei se de facto existe uma crise de valores ou se o cenário sempre foi deprimente.

Repara no que Guerra Junqueiro escreveu em 1886:
“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."

Bjinhos