2 de julho de 2011

O XIX Governo apresentou um programa que nos promete um regresso ao século XIX


7 comentários:

Carlos II disse...

Lamento!
É engraçado a tua anologia, mas não estou absolutamente de acordo. Porquê:
O chamado Estado Social (socialista) complicou-se, mas a ideia era boa.
Os portugueses fizeram uma vida de gastos e endividamentos tendo sido esbanjados milhões de euros dos fundos de Bruxelas sem qualquer controle.
Podia dar mais exemplos da vida artificial que andámos a fazer nestes últimos 10 anos.
Em resumo, o Estado está falido.
Dizem os entendidos na matéria que é uma recessão idêntica quando Salazar entrou para o governo. Só que é uma crise financeira com Mercedes à porta, desempregados de alta qualidade (com cursos superiores)com uma classe média que viaja para os sítios mais paradisíacos, mas que são uns "parolos" de telemóvel na mão - como diz o Abrunhosa - com moradias de encantar e "montes" no Alentejo.
Bem, ainda não falei dos políticos medíocres e vaidosos que esgotaram as gravatas azul bebé e vermelhas que nunca explicaram ao povo a real situação do país e da vida que estávamos a fazer.
Como não tenho pruridos nem de esquerda nem de direita, que aliás, não faz hoje qualquer sentido,acho que estas medidas anunciadas, que são de facto muito gravosas, são absolutamente necessárias. Não vejo outra maneira.
Alguém pergunta aos engenheiros que vão fazer um cálculo para a construção de uma ponte se eles são de esquerda ou direita!?
A crise que se fala é uma crise global. É a reorganização da economia de mercado, vulgo capitalismo, num mundo novo que se aproxima e que vem mudar o paradigma das nossas vidas e dos nossos vindouros. Por isso é que a nossa dita esquerda anda tão desorientada. Ela nunca soube governar em tempos como estes. Só é perita no protesto e governa bem só na abastança.

Beij.

Carlos II disse...

Otília,
Há um livro do socialista A. Almeida Santos - parece mentira, mas é verdade, "Que Nova Ordem Mundial" da editora Campo da Comunicação que é bem revelador do mundo que aí vem. Eu até estou admirado como é que este livro não é motivo de reflexão no seio do PS.

Bem, o velhote (Mário Soares) já disse que, era preciso refundar o partido.

Otília Gradim disse...

Carlos,

para mim cada vez faz mais sentido ser de esquerda ou ser de direita.
Se leres o programa de governos no que diz respeito ao social [e à educação] ele é profundamente ideológico. o direito a uma vida com um mínimo de dignidade passa a ser visto não como um direito mas como caridade.
Todos sabíamos que a crise portuguesa é gravemente influenciada pela crise internacional... mas foi mais fácil diabolizar o Sócrates.
O PS passa agora por uma importante escolha entre Seguro [o mais seguro para a direita] e Assis.
A minha escolha de entre os dois recai sobre Assis...pela formação, pelo discurso, pela coerência e essencialmente pela lufada de ar fresco que seria ter Assis à frente do PS.
Não conheço o livro de Almeida Santos e à partida se o visse nas livrarias a minha tendência seria para não lhe pegar... estou farta de comprar livros que nada dizem ou que só reflectem a "masturbação intelectual" dos seus autores...mas este deve ser um problema da idade ;)) cada vez tenho menos paciência... e cada vez tenho menos disponibilidade para a dita conversa social. Isto só pode ser a idade a fazer das suas.
Ando às voltas com "A ideia de Justiça" de Amartya Sen... quase no fim ;) "Representação politica - o caso português em perspectiva comparada" organizado pelo André Freire... no inicio ;) a tirar apontamentos do "direito internacional dos Direitos Humanos" de Ana Maria Guerra Martins ;)) e ofereceram-me o "o islamismo e multiculturalismo" de José Pedro Teixeira Fernandes... que só folheei ;)) fica a aguardar paciência e vontade de ler.Prometo que pelo menos vou folhear o do Almeida Santos.
Ahh... já me esquecia!... ainda bem que não estás de acordo ;) ou a nossa amizade seria monótona ;) Bjs

Carlos II disse...

As tuas preferências ou escolhas políticas vão de mal a pior: Primeiro os bloquistas, depois o PS, passando pelo Nobre. Bem, já tiveste algumas lutas vitoriosas. A batalha Narciso, p.e.!
É caso para dizer de derrota em derrota até à vitória final.

Otília Gradim disse...

Carlos,

farte-me de rir com avaliação que fazes do meu percurso politico ;)) mas tem falhas. Após o 25 de Abril [era eu uma criança] achei muita graça à FEC-ML [ahahahahah] lembraste destes cromos?.. depois entrei na UEC [dos 14 aos 18] e abandonei a politica partidária até aos 43.. nessa altura aderi ao BE de onde sai aos 45... aquela esquizofrenia de maoistas, estalinistas, trotskistas e malta sem passado politico é hilariante ;)) e ainda tens os socialistas libertários ;))* e os renovadores ;))
Pois... há um ano entrei no PS de onde só sairei sendo expulsa… e como já o tentaramnão deve faltar muito ;))Esta mudança politica é relevante.. estou claramente a aderir às reformas deixando a via revolucionária ;)) é preciso ter em conta que no período em que era revolucionária só estava disponível para revoluções feitas a horas e dias decentes e a acabar com um jantar no Gambrinus ;)) sem caviar mas com salmão fumado ;))
O ter sido expulsa da campanha do Fernando Nobre foi de facto o momento mais divertido!!... A minha expulsão ficou-se a dever às criticas publicas quer à campanha quer ao Fernando Nobre. Creio que Fernando Nobre teve as minhas criticas em consideração e veio pelo seu comportamento provar que eu não me enganei na avaliação que fiz ;)) não havia necessidade!!

bjs

Carlos II disse...

Olha, olha, então não me lembro da FEC-ML!!! Tivemos grandes porradas com os gajos quando eu nos meus 22 aninhos andava no PCP-ML. (agora para a malta daqui destapei-me todo). Eram estúpidos à brava. Depois comecei a entrar na onda do MES; nesta altura já achava o Ferro Rodrigues muito feio, Bah!
Hoje só voto, mas fecho os olhos quando vou às urnas. Já votei no PS, PSD e CDS.

Otília Gradim disse...

Carlos,

foram tempos impagáveis!!
bom.. eu nunca votei para além do PS ;)) a verdade é que nunca pensei ver o PSD a ultrapassar pela direita o CDS ;))
Lixado mesmo é ter grandes amigos em todos os partidos ;)) mas não tenho amigos ultra liberais e com uma enorme insensibilidade para o social.