11 de julho de 2011

UM APONTAMENTO DO LIVRO "A IDEIA DE JUSTIÇA" de AMARTYA SEN



3 comentários:

Carlos II disse...

Eu acho que a Otília se situava - como designa o autor - nos igualitaristas economicos -(Bernardo) para a resolução de deste problema. Mas isso também não é a questão central. Estou só a brincar.
Segundo a minha percepção do texto; todas as soluções são lógicas e justas, depende do lado que se encontre quem vai decidir.
Mas a abertura diz tudo [relativo à hipótese de uma solução imparcial única que nos indique a sociedade perfeitamente justa, encontramos a possível sustentabilidade de razões de justiça plurais e concorrentes, tendo elas bons títulos de imparcialidade, sem embargo de divergirem entre elas - e entre si rivalizarem]
Olha, olha,é o sítio onde me coloco - quando digo que no jogo democrático, não deve haver paixões por um dos concorrentes em jogo, nem sequer regimes perfeitos.
Quanto ao capitalismo ético do Seguro, percebo o que ele quer dizer. Ele acredita no sistema económico reinante, mas só com regras mais honestas. É uma espécie de campeonato de futebol, mas sem o "Apito Dourado".
Eu aviso que os sociais-democratas, da Internacional Socialista (não sei se ainda existem) que o PS faz ou fazia parte, não sei, não desejam outra coisa que não seja gerir o capitalismo de outra maneira.
Quanto ao conceito do A.J. Seguro que presumo vai ganhar as eleições no PS (outra derrota da Otília)peca por não ter lido o Karl Marx. Digo isto porque o capitalismo gera por si só, desigualdades e conflitos, o que não se queira dizer que não possa ser o sistema mais adequado e mais dinâmico para o desenvolvimento humano. E que não possa ser implementado de uma forma mais justa. Essa a grande batalha.

Carlos II disse...

Emendo: ele não peca. Porque se calhar até leu o K.Marx e não quer dizer que o conceito não esteja de acordo com o seu saber das contradições do sistema.

Otília Gradim disse...

Carlos,
não sou igualitarista... embora defenda dois pontos do igualitarismo: as quotas e o mérito. As quotas como norma transitória. O que o Seguro quer sei o eu... e ele também! Só que a mim como socialista repugna-me!! Nem precisa de ler Marx para perceber que capitalismo e ética não são conciliáveis. Se Seguro ganhar é o PS e o País que perde. O livro é muito interessante embora seja extenso!... tenho que começar a ler as revistas cor de rosa que são mais levezinhas :))

bjinhos