13 de julho de 2011

DOS AFECTOS

“Repugna-me a ideia de que é possível transformar a vida política num imenso magma de afectividade, porque isso é a redução e a destruição da política. A política não é a dimensão do afectivo, isso é outra dimensão das nossas vidas.”
Francisco Assis, 
10 de Julho de 2011 


A política consiste em civilizar o emocional e impedir a instrumentalização das paixões; transforma o sentir em actuar e atribui responsabilidades onde elas faltavam ou onde só havia imputações genéricas."
Daniel Innerarity,
in O Novo Espaço Públic

Post "roubado" do blogue: OLHO DE GATO
de Joaquim Alexandre Rodrigues

2 comentários:

Joaquim Alexandre Rodrigues disse...

Olá, Otília:

Há "carreiras" políticas feitas exclusivamente de ou "estar com" ou "estar contra", que é, evidentemente, o mesmo.

E isso, paradoxalmente, é racional em partidos como os portugueses: as criaturas dizem bem do chefe de serviço, dizem mal do chefe da agremiação adversária, e, dessa forma:
1. ficam dispensados de pensar a política ou terem ideias;
2. têm uma "carreira" política sem sobressaltos, chegando com frequência alto na pirâmide hierárquica.

Assis leu, evidentemente, Innerarity.
Abraço

Otília Gradim disse...

Joaquim Alexandre,

Ontem estive no debate do Porto e foi fácil perceber a diferença que há entre um e outro.
Assis fez uma declaração final do melhor que ouvi nos últimos tempos.
Seguro lembra-me Passos Coelho. O seu discurso politico é um conjunto de trivialidades e lugares comuns.

Abraço