30 de junho de 2011

OS SACRIFICADOS SÃO SEMPRE OS MESMOS

O imposto extraordinário que o governo agora está a propor é iníquo e socialmente injusto! 
Se há necessidade de haver um sacrifício acrescido dos portugueses para se poder controlar o défice e cumprir com os compromissos do memorando da troika então esse sacrifício deverá atingir  todos os portugueses e não apenas os sacrificados do costume deixando novamente de fora os que sempre são privilegiados …
50% do décimo terceiro mês de um trabalhador significa um imposto extraordinário de 7% sobre o seu rendimento bruto anual e cerca de 9% de imposto extraordinário sobre o seu rendimento colectável.
Mas só são abrangidos por este imposto os  rendimentos dos pensionistas e trabalhadores por conta doutrem (as vítimas do costume) Os que têm de rendimentos de propriedades depósitos bancários e acções, os empresários e o  grande capital mais uma vez ficam de fora a aplaudir a sagacidade do governo que sacrifica quem mais precisa e sempre poupa os que mais têm
E afinal, a equidade social de uma medida deste tipo seria fácil se quem a decreta estivesse disposta a isso.
Para tanto bastaria criar um imposto extraordinário de 7% sobre todos os rendimentos colectáveis, estejam eles tributados a título de IRS ou IRC. Aliás, com uma medida deste tipo, obter-se-ia muito mais do dobro da colecta que se irá obter com os 50% do décimo terceiro mês de um trabalhador por conta de outrem ou pensionista.  E todos os portugueses contribuiriam de forma equilibrada para a recuperação económica do país.

[entrada a 1 Junho - esta opinião perdeu alguma assertividade face aos desenvolvimentos que teve. Mantem-se no entanto bastantes incertezas na sua aplicação e lamenta-se que os contribuintes tributados em sede de IRC não sejam envolvidos no esforço exigido]

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