19 de abril de 2011

PORQUE SERÁ QUE FERNANDO NOBRE ESTÁ TÃO PREOCUPADO POR O PAÍS NÃO TER UMA LEI DE BASES DA ECONOMIA SOCIAL?

Recebi um email que me deixou curiosa e me levou a pesquisar por aí... partilho convosco o texto que recebi e Links relevantes que por aí encontrei.


"Linhas simples e modernas, um armazém concebido como centro de operações e «empenho social» e uma fachada com painéis solares integram a proposta vencedora do concurso de concepção da futura sede da AMI, em Cascais. 
A escolha do projecto, da autoria de Pedro Reis, foi anunciada segunda-feira na Ordem dos Arquitectos, depois de o projecto para a Fundação de Assistência Médica Internacional ter recebido 58 candidaturas. 
A nova sede irá substituir as degradadas instalações da instituição em Marvila, em Lisboa, e será construída no bairro de São Miguel das Encostas, em Carcavelos, incluindo dois a três andares subterrâneos, três pisos à superfície e duzentos lugares de estacionamento. Uma creche para meia centena de crianças e um jardim com 4.300 metros quadrados preenchem o restante terreno, adquirido a «custos sociais» à Câmara de Cascais. 
Segundo Pedro Reis, a proposta vencedora teve como principais preocupações reduzir «ao máximo» o impacto da construção no bairro, significativamente ocupado por residências, e criar uma imagem que reflectisse a dimensão e o «empenho social» da AMI. O destaque foi dado, por isso, a um grande armazém, que reforça a identificação da estrutura como sede dos trabalhos da Fundação.
«Dentro do edifício, tentámos perceber como é que a instituição funciona e vimos que o armazém é uma parte vital, portanto quisemos dar um protagonismo que tivesse bastante peso. Afinal, o centro de operações é o centro da instituição», explicou à Lusa o arquitecto. Por outro lado, acrescentou, o plano é também «muito simples» e tenta transmitir uma imagem de «grande contenção», devido à natureza da missão da AMI e ao facto de ser dependente do financiamento de doadores. As preocupações ambientais também não foram esquecidas, prevendo-se a utilização de materiais recicláveis e a transformação da fachada num produtor de energia, através de painéis solares, uma ideia que ainda terá de ser estudada com maior pormenor. «O objectivo é tentar ajudar a instituição a projectar uma imagem exemplar», resumiu Pedro Reis. Para o presidente da AMI, Fernando Nobre, o plano escolhido preenche os requisitos desejados na medida em que apresenta um edifício «sóbrio, operativo, bonito e com uma preocupação ambiental» - uma casa «consistente e luminosa» para os próximos 25 anos. Preocupado com a insegurança e o ambiente de «degradação» em Marvila, o responsável espera que a Fundação celebre o primeiro quarto de século de vida, assinalado em Dezembro de 2009, já em Carcavelos. A obra será financiada pela AMI, num limite de 7,5 milhões de euros. 
Fernando Nobre adiantou, no entanto, que o concurso público só ficará encerrado a 21 de Maio e que a proposta vencedora terá ainda de ser discutida com o autor, havendo a possibilidade de não ser a escolhida para fase de construção.
Diário Digital / Lusa"

 

Sem comentários: