30 de outubro de 2010

AUSÊNCIA


exaure-se a vitalidade do templo
em crenças inibidoras.
o tempo escorre, a alma cai.
ilesa? só a tristeza em chuva.

mas não há arrependimento.

apenas orgulho. indestrutível!
como achas de lenha em lareiras,
consumindo a paciência do divino.

o mito é humano!
o rito é comum!

no refundar do quotidiano fingido.


VICENTE FERREIRA DA SILVA
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