12 de setembro de 2010

10 de setembro de 2010

DEUS NO BANCO DOS RÉUS

UMA CARTA DE ABRAHAM LINCOLN AO PROFESSOR DO SEU FILHO

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, por cada vilão há um herói, que por cada egoísta, há também um líder dedicado, ensine-lhe por favor que por cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho, ensine-o a rir quando esta triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço, deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja que pode fazer, caro professor."

Abraham Lincoln, 1830

ANTÓNIO DAMÁSIO

Desde o seu primeiro livro que considero António Damásio um autor fundamental.
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O reputado neurocientista, autor de obras como O Erro de Descartes, O Sentimento de Si e Ao Encontro de Espinosa, propõe neste livro um debate sobre o tema dos sentimentos e da construção da consciência, demonstrando a existência de uma ponte entre a biologia e a cultura. 
 

REGRESSO

9 de setembro de 2010

PEDIDO DE DESCULPAS OU O REITERAR DOS INSULTOS?


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O Carlos Alberto Ferreira apresentou um pedido formal de desculpas por saber que iam ser accionados os mecanismos judiciais em virtude das ofensas com que me presenteou, atacando a minha honra. 
De maneira formal venho através deste post apresentar o seguinte esclarecimento público e apresentar as respectivas desculpas:
1 - A Srª dª Otilia Gradim sentiu-se ofendida com um post por mim escrito no blogue “http://cadsf.blogspot.com”;
2 - Não sendo minha a intenção escrever sobre o caracter ou fazer qualquer avaliação do comportamento moral da srª Otilia, compreendo que fruto da violenta troca de comentários, e escritos, que ocorreram entre ambos tal post, tenha dado azo a que a senhora se tenha sentido directamente atingida;
3 - O referido post foi escrito por mim, num momento de grande perturbação emocional, fruto de um estado de alma alterado e  exaltado com uma situação referente à minha intimidade que vi invadida;
4 - Em lugar algum do mesmo post, está referido o nome da Srª dª Otilia Gradim, tratando-se apenas de um desabafo em jeito de resposta a um amigo que me pedia calma no meu sentimento de exaltação;
5 - No entanto, e para que não subsistam dúvidas de qualquer espécie, serve este post para pública e definitivamente apresentar  um pedido público e formal de desculpas, à Srª dª Otilia Gradim, por esta se ter sentido atingida pelo que está escrito em: “ http://cadsf.blogspot.com/2010/08/joaquim-paulo-obrigado-pelo-cuidado-mas.html ”;
6 - De facto e me penitencio por isto, que poderia ter dito a mesma coisa de maneira mais educada do que a forma com que infelizmente escolhi e me ocorreu.
Aproveito também para apresentar as minhas mais sinceras desculpas pelo mal estar que possa ter causado aos meus amigos, e aos leitores deste pequeno blogue e aqueles que embora nem colegas e nem amigos participam deste grupo de abnegados leitores.
Estando numa semana de profundas mudanças na minha vida, dou por findo esta triste história. Outros assuntos de ordem familiar necessitam de um grande acompanhamento e envolvimento da minha parte. Trata-se de algo que pensava-mos ter ultrapassado, mas que parece ter voltado para nos atormentar novamente os dias.
Nota final.  Este espaço está aberto à Srª dª Otília Gradim, como sempre esteve desde o tempo em que desta equipa fez parte e dele se excluiu por vontade própria, para publicar o que lhe convir dizer sobre o assunto, com a promessa de que será publicado na integra.

Carlos Alberto Ferreira

Em virtude de entender que o pedido de desculpas ou estava mal redigido ou era um golpe de teatro para evitar o processo Judicial pedi o seguinte esclarecimento

“Antes de responder ao seu Pedido formal de desculpas, e de decidir se procedo criminal e civilmente conta si, há um ponto que convém que esclareça definitivamente, sem recorrer a nenhum tipo subterfúgio ou ambiguidade.
No post sobre cujo conteúdo vem agora apresentar este Pedido formal de desculpas escreveu sobre mim que “Não será UMA SOPEIRA, PARA TODO O SERVIÇO, E DE MAU PORTE MORAL, que me derruba.”
Ora esta frase é insultuosa e criminosa ... e o que ela significa, todos nós todos sabemos! …
Mas, quando agora escreve no pedido de desculpas: “De facto e me penitencio por isto, que PODERIA TER DITO A MESMA COISA DE MANEIRA MAIS EDUCADA do que a forma com que infelizmente escolhi e me ocorreu.” está a reiterar o insulto, que mantém, apenas o camuflando num pedido de desculpa?
Explique-se pois de uma vez por todas.”

A resposta foi esta:

“Exma Srª.

Como afirmei e vou cumprir sempre, tudo o que lhe aprouver escrever sobre este assunto será publicado, sem qualquer tipo de moderação de comentários.
Conforme tive oportunidade de escrever no Pedido Formal de Desculpas, a terminologia escolhida e à qual V. Exa faz menção, não é efectivamente a mais educada e feliz.
Poderia escrever o mesmo de outra maneira?
Efectivamente sim. Deveria ter deixado de uma vez por todas evidente e claro que era minha obrigação ter colocado de uma vez por todas um ponto final em diversos assuntos, seguir em frente e continuar a trabalhar nos objectivos que tracei para mim enquanto Coordenador neste mandato.
Por esse facto me penitencio. Este tipo de terminologia não está à altura das funções que actualmente desempenho e deveriam obrigar-me a maior comedimento, no tipo de reacções que tive ou venha a ter, face a qualquer tipo de registo que sobre a minha pessoa venha a aparecer em qualquer lado.”

Constato que, perante o que é afirmado e reafirmado pelo Carlos Alberto Ferreira, tanto no “pedido formal de desculpas”  (“... poderia ter dito a mesma coisa de maneira mais educada do que a forma com que infelizmente escolhi e me ocorreu...”) como na resposta ao pedido de esclarecimento que lhe dirigi ( “...Poderia escrever o mesmo de outra maneira? Efectivamente sim...)  verifico este só considera ter errado na forma e não no conteúdo daquilo que escreveu.
Ora o que ele escreveu só é crime pelo seu conteúdo.
Aliás confesso que estava terrivelmente curiosa para saber qual seria a outra forma de se poder dizer: “Não será UMA SOPEIRA, PARA TODO O SERVIÇO, E DE MAU PORTE MORAL, que me derruba.” Sem que se fosse atingida e vilipendiada a honra da visada?
Mas isso, o Carlos Alberto Ferreira não quis ou não pôde explicar...
Mão me resta pois alternativa que não seja entregar este assunto à alçada judicial, até porque não posso aceitar que o facto de o autor ter problemas possa servir de desculpa ou justificação para o que escreveu e para as ofensas com que me atingiu.

ARY DOS SANTOS



FRANCISCO FANHAIS



8 de setembro de 2010

PRINCÍPIO DA BOA FÉ


O comunicado da Comissão Politica Concelhia do PSD de Matosinhos suscita-me alguns comentários.

Tem o PSD razão ou legitimidade para questionar a cedência do espaço em causa por parte do Presidente da Câmara para a realização de um comício do PS? A mim afigura-se que o PSD enquanto partido político tem toda a legitimidade de o fazer… mas este tipo de comunicado não me pareceu que fosse a melhor forma de o fazer!
Se creio que o PSD tem toda a legitimidade para, enquanto partido da oposição, questionar o Presidente de Câmara pela cedência do espaço… não me parece que o PSD tenha qualquer legitimidade para vir falar em nome de um “conjunto de moradores que, tendo pago a construção de um espaço ajardinado, de que ainda não puderam usufruir por se encontrar fechado”. Desde de logo porque o jardim não é um jardim privado é antes um jardim público e para usufruto de todos os cidadãos… logo, não se percebe que o PSD assuma como uma causa política os interesses privados de um conjunto de moradores em vez de defender os interesses de todos os cidadãos. Não creio que o PSD se queira transformar num grupo de gestão de condomínios… ora este comunicado é próprio para uma empresa de prestação desse tipo de serviços.
Ao ler no comunicado “o Dr. Guilherme Pinto, tem a distinta lata, de vir dizer que a audiência que havia marcado com representantes desses moradores poderá não se realizar por estes terem mostrado a sua indignação perante este tipo de comportamentos da Câmara Municipal de Matosinhos e do PS.” não posso deixar de me surpreender com tais afirmações e sou levada a crer que uma das partes (neste caso os moradores) não agiram de acordo com o que é plasmado no Código de Procedimento Administrativo
Artigo 6.º-A

Princípio da boa fé
1 - No exercício da actividade administrativa e em todas as suas formas e fases, a Administração Pública e os particulares devem agir e relacionar-se segundo as regras da boa fé.
2 - No cumprimento do disposto nos números anteriores, devem ponderar-se os valores fundamentais do direito, relevantes em face das situações consideradas, e, em especial:
a) A confiança suscitada na contraparte pela actuação em causa;
b) O objectivo a alcançar com a actuação empreendida.

Salvo melhor opinião, esses moradores, ao recorrerem às “formas de luta” a que recorreram para manifestar a sua “indignação “ pela decisão da Câmara de autorizar o comício do PS naquele espaço público, prejudicaram o seu interesse na audiência que teriam solicitado ao Presidente da Câmara, pois o recurso ao insulto contraditou precisamente o Princípio da boa fé que os deveria nortear no seu relacionamento com a Câmara Municipal e o seu Presidente... 
Assim, e de acordo com o que está legislado, é legitimo acusar o Presidente da Câmara de ”desfaçatez” e “distinta lata”?... na minha opinião não é legitimo!
A pior coisa que acontece em Matosinhos é ter uma oposição ao nível que tem!...
Para que a democracia funcione precisamos de uma oposição credível, que não recorra à linguagem de uma empresa de gestão de condomínio nem venha tentar defender os ilegítimos interesses de um qualquer condomínio sobre um espaço que é público..
Para acabar o meu comentário não posso deixar de dizer que o direito ao protesto é legítimo, mas que o insulto não só não é legítimo como deve ter consequências para quem a ele recorre. Alterar a frase de  “circo já há só faltam palhaços”
para “já há palhaços” quando chegam os dirigentes políticos nacionais que exercem funções de soberania pela escolha directa do povo português, mais que um protesto, é um insulto.

5 de setembro de 2010