1 de fevereiro de 2010

ARTIGO DE OPINIÃO QUE SUBSCREVO

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Há tempos saí à noite para me encontrar com um amigo. Na entrada do prédio onde esse amigo mora, um casal discutia e, no momento em que eu tocava à campainha, o homem desatou aos murros e pontapés na mulher, atirando com ela ao chão. Tentei proteger a mulher mas, para minha surpresa, esta levantou-se e veio direita a mim, empurrando-me e gritando que me pusesse dali para fora porque o homem "estava a bater no que era dele". Valeram-me a largura de ombros e a calma do meu amigo, que entretanto descera. Homem e mulher acabaram por seguir caminho "amigos como sempre", ela dando-lhe afectuosamente o braço e ele impante de virilidade. Ocorre-me sempre esta cena quando vejo como certa esquerda (até alguma esquerda "feminista") critica a proibição da "burka" em França com o argumento de que as mulheres islâmicas a usam "porque querem". O mesmo argumento poderia ser usado, mas não é, contra a natureza pública do crime de violência doméstica, que impede as vítimas de "querer" retirar as queixas contra os agressores e criminaliza estes mesmo que as vítimas possam achar que só bateram "no que é deles".
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6 comentários:

mac disse...

E infelizmente esta é uma realidade ainda bastante actual...

Anónimo disse...

Fiquei agoniada.Enquanto estas mentalidades não mudarem...nada a fazer.
E quando mudam?Será que mudam?
Um país que começou com o filho a bater na mãe...
Maria Reis

Otília Gradim disse...

Maria,

Não se pode desistir!
Há muito por fazer.

um abraço

Anónimo disse...

Otilia, desistir,nunca.Desde sempre
tenho estado na luta e continuo.
Mas não sei se as pessoas querem que lutemos por elas,por vezes tenho dúvidas.
Um abraço
Da Maria Antónia Reis

Otília Gradim disse...

Maria,

Desistir é aceitar a derrota e eu não aceito derrotas na vida sem dar muita, mas muita luta!

Beijinhos

Otília Gradim disse...

Mac,

Todos somos poucos para lutar contra.

Um abraço