27 de setembro de 2009

VOTAR PELO REGRESSO DE NARCISO MIRANDA?… NÃO, OBRIGADA!!!

Em alguma altura ter-me-ia sido possível apoiar a candidatura de Narciso Miranda?
Não!
Sempre defendi a limitação de mandatos e a impossibilidade de recandidatura por períodos de 8 anos com forma de renovação, de combate à corrupção e garante de uma gestão transparente.
Narciso Miranda, após ter estado 26 anos à frente da CMM e após 4 anos de interrupção forçada, tenta novamente impor-nos a sua candidatura, inicialmente tentando ter o apoio do Partido Socialista e, constatada a impossibilidade de tal aspiração, apresenta-se como candidato independente.
Usa, para isso, na sua putativa candidatura independente, dois slogans de campanha, o de “RETOMAR O RUMO” e o de concorrer com camisola do partido do coração, o partido de Matosinhos.
Inquieta-me assim que Narciso Miranda queira “retomar o rumo” sem que admita para isso discutir o seu passado à frente da CMM que, em várias áreas, foi manifestamente mau e errático, de que é excelente exemplo o urbanismo que despudoradamente vem agora dizer que resolve.
Talvez em consequência da leitura enviesada de um qualquer livro de inteligência emocional (que proliferam nas estantes de hipermercados) vem falar de política feita com o coração, razão e ética.
Os mais atentos ao seu percurso à frente do município sabem que de ética Narciso Miranda sabe pouco, a não ser que o que esteja em causa seja um certo tipo de “ética” maquiavélica tão do seu agrado.
O uso do coração com as suas iniciais no interior para além de serem de um enorme mau gosto, (só visto em cuecas femininas próprias para ofertas no dia dos namorados), são um gesto de narcisismo incomensurável, que denota uma incapacidade de autocrítica nefasta a quem liderou durante 26 anos os destinos de Matosinhos.
Tal como afirmou Lord Acton, “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”. O que fica para a história é exactamente esse exercício de poder absoluto que Narciso Miranda teve, muito por culpa da oposição mas muito mais por culpa da lógica partidária que lhe permitiu ser consecutivamente candidato como forma de manter o poder.
Foi assim o Partido Socialista que criou o “monstro” que agora ameaça o próprio Partido Socialista, criando uma situação de ingovernabilidade, já que Narciso Miranda há muito que fez saber estar disponível para fazer alianças à direita para retirar a direcção do município ao candidato do Partido Socialista, certo como está de que será esse o candidato mais votado.
Este é um problema que deixou de ser só do Partido Socialista, na medida em que é a construção do futuro de Matosinhos que está em causa e, como tal, passou a ser um problema de todos os que gostam de Matosinhos e querem que este concelho seja um concelho influente na área metropolitana do Porto.
Assim é premente que em torno da candidatura de Guilherme Pinto se unam todos os cidadãos que da política não têm uma visão provinciana de interesses pessoais, para se continuar com o projecto de fazer de Matosinhos uma cidade de referência.
Narciso Miranda não traz nada de novo e representa o regresso ao passado, que na minha opinião, é um passado de má memória!
Se mais nenhum motivo tivesse, e é certo que outros tenho, em nome da renovação, da transparência e da ética republicana (e não monárquica) em circunstância alguma poderia apoiar a candidatura putativamente independente protagonizada por Narciso Miranda.
.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sejamos conscientes:
26 anos á frente dos destinos de Matosinhos.
O que é que o homem fez?

NADA sómente recuados

Anónimo disse...

O homem colocou Matosinhos no mapa.
Ingratidão é palavra cheia aqui em Matosinhos.

O que mais se lê por aqui não é no que GP faz ou deixa de fazer. Não é na sua (falta) de capacidade de liderança e de construir um Matosinhos.

O que se fala aqui é de não votar em Narciso. Uma miséria de opinião.

Um opinião de miséria.