2 de agosto de 2009

LEITURA OBRIGATÓRIA

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O «socialismo do século XXI» é uma mera adaptação à «realidade concreta» de um processo de soviétização da sociedade portuguesa. Não há meio-termo, por muito que almas bem intencionadas se esforcem. O argumento de que o BE é uma facção do «socialismo de esquerda» e é parte da «esquerda democrática» é areia nos olhos. Mas, o pior, é que, quem hoje contribui para o crescimento eleitoral do BE, amanhã – se os amanhãs pudessem cantar – seriam os primeiros a amaldiçoar a sua sorte, como aconteceu em Havana e hoje está a acontecer em Caracas.

2 comentários:

Carlos II disse...

O que eu sei - e sei muito pouco, não existe o socialismo de esquerda nem de direira. O que conheço é o socialismo científico, vulgo marxismo-leninismo e a social democracia. Nem um nem outro se identifica o BE. Porque relativamente aos primeiros, os principais mentores do Bloco, são oriundos do trotskysmo (4ª.Internacional comunista) e UDP com um projecto de Democracia Popular (estilo Albânia de Enver Hoxha).

Claro que, o BE para se poder manter à superficie da política actual, tem na sua "Mesa", alguns companheiros que lhe são muitos úteis, o que eu designo por gente sincera de esquerda que não se revê nem no comunismo-stalinista desacreditado do PC, nem no Trotskysmo do Louçã, nem, por demais, na social democracia do PS, que é designado pelos próprios como, socialismo democrático.

Logo, o BE,é um embuste. Uma esquerda canhota.

Doutor Carlos.

otília gradim disse...

Carlos,

Este comentário fez-me lembrar velhas conversas em que me achas ingénua ;))

Sempre te disse que não era ingénua… mas tenho que reconhecer que era parva…

Já acabaram as férias?

bjs da parva para o Doutor ;))