23 de junho de 2009

EX-RESPONSÁVEL DO DIAP DO PORTO ARRISCA PROCESSO-CRIME






O procurador Almeida Pereira que, nos últimos anos, foi um dos responsáveis do Ministério Público no Porto, chegando a ser nomeado para a direcção da PJ daquela cidade, poderá ser alvo de um processo-crime por suspeita de ter avocado um processo relacionado com droga eventualmente produzida numa farmácia e de o ter deixado prescrever de forma alegadamente intencional.
Informações recolhidas pelo PÚBLICO referem existirem indícios de que o magistrado transportou ilegalmente o processo do tribunal onde exercia funções, em Guimarães, para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto para cuja direcção foi transferido, e de o ter deixado prescrever intencionalmente. A referida droga seria supostamente utilizada por jogadores de futebol.
Esta é uma das suspeitas que levaram a que lhe fossem instaurados vários processos disciplinares e à proposta da sua suspensão da magistratura por dois anos pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) feita na sua última reunião. Por esses eventuais ilícitos praticados estão agora também a ser extraídas certidões para a instauração de processos-crime.
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O processo que envolveu Narciso Miranda, candidato à Câmara de Matosinhos, por suspeitas de corrupção e ao qual Almeida Pereira deu despacho de arquivamento é outro dos que determinaram a instauração de processo disciplinar. A este juntam-se vários outros por eventuais ligações ao Futebol Clube do Porto e a atrasos nas respostas a inquéritos.

1 comentário:

otília gradim disse...

TODO O HUMORISMO SUBLIME COMEÇA COM A RENÚNCIA DE SE LEVAR A SÉRIO A PRÓPRIA PESSOA - Hesse