21 de maio de 2009

" UM METRO E SETENTA LÁ EM BAIXO! ”

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Os 12 anos de escola + 4 de faculdade + 2 de estágios + 2 de pós-graduação + 1 de especialização não foram suficientes para fazer da senhora que “vende” aulas numa escola de Espinho uma professora competente.
Os 12 anos de escola + 4 anos de faculdade + 2 de estágios + 2 de pós-graduação + 1 de especialização não ensinaram à senhora, que quer ser tratada por “senhora doutora” e que está um “metro e setenta” acima de qualquer Mãe com o 12º ano, o suficiente para ter um comportamento ético e muito menos lhe ensinaram o respeito que deve a qualquer ser humano e que os alunos também são seres humanos.
Os 12 anos de escola + 4 anos de faculdade + 2 de estágios + 2 de pós-graduação + 1 de especialização não deram para a senhora aprender que não se diz “amiguissimo” mas amicíssimo… é de facto assustador!
A senhora que quer ser tratada por “senhora doutora” cometeu 3 erros muito graves:
Não lecciona a matéria da disciplina, que provavelmente até sumariou, que é para o fazer que está a ser paga com os nossos impostos! Não é por isso de estranhar que a turma seja referenciada como uma turma com dificuldades… principalmente na disciplina de historia, se nos testes dessa disciplina as perguntas não forem sobre “cuecas e calças molhadas” ou sobre “como é que a professora de história perdeu o hímen”… uma vergonha!
Ameaça a aluna com a avaliação na disciplina “quem faz os testes sou eu”, “quem corrige os testes sou eu”, “tu nem sabes no que te meteste” “sabes porquê? Porque é comigo que vais ter que ver” o que é gravíssimo!... mas para mim este comportamento em professores já não é nenhuma novidade.
Ameaça a aluna com a devassa da sua vida privada e íntima “o teu último namorado… são todos amiguissimos do meu filho” “tu, agora, tens a ficha feita” isto para além de ser crime, a sua gravidade é acrescida já que é feito por uma senhora professora, supostamente adulta, e em sala de aula contra crianças menores e muito jovens.
Supostamente a senhora, com muitas habilitações académicas mas com grande défice de carácter, desconhece o que está determinado no âmbito dos direitos humanos e a letra dos dois textos que o encorpam, em primeiro lugar a DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração.
Todas as crianças, absolutamente sem qualquer excepção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará protecção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objectivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.


… e na DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS


Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 2°
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Artigo 12°
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.
Artigo 26°
1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
2. A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
3. Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.

1 comentário:

Carlos II disse...

Nada me espanta.

Tudo isto é fruto do livre-arbítrio que ultrapassa o razoável. Uma ausência de regras e de valores que começa no Estado nas famílias e que atravessa a sociedade.

Há uma enorme confusão social e moral no que diz respeito ao que escrevi anteriormente.

Não existe um fio condutor nos educadores - também eles confusos quanto às regras a aplicar - nos educandos absortos com modas importadas, sujeitos a uma educação dos pais que valorizam a aparência e o superfulo e a neutralidade de certo modo desinteressada do que é o principal na vida.

Hoje é motivo de orgulho ser gay, ateu, patentear uma doença clubistica - geralmente com principal incidência sobre o futebol e os seus ídolos. Evidenciar sucesso, a busca da fama - mesmo a qualquer preço - e as demonstrações exteriores de riqueza. Ignorar a história do seu próprio país e os valores da nossa cultura,depois vir dizer que é um cidadão do mundo.

A confusão é geral e não se pode fazer uma avaliação rápida sobre este acontecimento e julgar as pessoas envolvidas sem fazermos uma reflexão profunda.

Se eu quizer culpar alguém imediatamente do que se passa do ensino público, esse alguém é o Estado, através dos sucessivos governos que nunca apresentaram uma reforma profunda do ensino, talvez só para estar bem com Deus e o Diabo e respectivos lóbis,sem excluir a questão doutrinária.

Por outro lado, Otília, aflige-me a ideia que, só os pais possam ter o direito de escolher o género de educação que pretendem para os seus filhos. Se é assim, e se é assim que se passa, então está explicado parte deste problema.

Beijinho