9 de maio de 2008

OTÍLIA REISINHO CONTINUA "DISTRAÍDA E MUDA"

Maria Otília G R R, portadora do Bilhete de Identidade nº xxxx emitido em xx/xx/xxxx por Lisboa, com residência na rua xxxx – xxx x, xxxx-xx Matosinhos, vem exercer o Direito de Resposta consignado nos Artigos 24º a 27º da Lei nº 2/99 de 13 de Janeiro, relativamente a uma notícia publicada na edição de 15 de Fevereiro de 2008 do “JORNAL DE MATOSINHOS”.


DIREITO DE RESPOSTA

O "Jornal de Matosinhos publicou, na sua edição de 15 de Fevereiro de 2008 e sob o título
Otília Reisinho continua "distraída e muda" uma Noticia que põe em causa o meu bom nome e reputação quer a título individual quer como Coordenadora do Núcleo de Matosinhos da Aminstia Internacional-Portugal.
Enquanto Coordenadora do Núcleo de Matosinhos da A.I.-Portugal já em direito de resposta anterior tive a oportunidade de defender a imparcialidade e independência deste núcleo, contrariando e desmentindo a autora deste Artigo sobre os equívocos com que fundamentou as acusações que então formulou. Porém, face às acusações que contra mim lança neste seu novo Artigo sou novamente forçada a recorrer ao direito de resposta para defender o meu bom nome.
Assim, quando a jornalista Natália Pinto de Sousa, que também é directora adjunta do jornal de Matosinhos, se refere a mim afirmando "...constando-se que está em vias de aderir ao Partido socialista..." tenho que inferir que a sua preocupação não é tanto de informar, mas sim de lançar ou dar voz a um boato sem antes se preocupar em averiguar da sua autenticidade, e bastaria ter procurado inquirir-me sobre o conteúdo de tal afirmação para logo ficar esclarecida da sua falta de veracidade. Mas a autora do dito Artigo preferiu "esquecer-se" dos princípios deontológicos pelos quais deveria nortear a sua actividade de Jornalista, nomeadamente o que estipula que "O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso..." e preferiu difundir tal boato!...
Também sou acusada de me retrair "em levar a discussão para os Direitos do Homem e a Liberdade de Imprensa em Matosinhos, nomeadamente no que toca ao Jornal de Matosinhos e ao Cemitério de Sendim... insistindo em permanecer distraída e muda ...".
Distraída não estou e tenho acompanhado semana a semana, pela leitura do "Jornal de Matosinhos", do qual ainda sou assinante, o desenrolar da "cruzada" que este jornal lançou contra o Presidente da Câmara de Matosinhos por este, primeiro ter decidido de forma desfavorável a pretensão do Director do Jornal de Matosinhos relativa a um Jazigo no Cemitério de Sendim e depois, por o Jornal de Matosinhos não ter sido incluído num certo pacote publicitário relativo a eventos promovidos Pela Câmara Municipal. Mas se é certo que não estou distraída, também é verdade que tenho optado por não me pronunciar sobre tais assuntos de foro administrativo pois, ciente como estou de que Portugal ainda é um Estado de Direito, entendo que tais querelas devem ser dirimidas nos Tribunais Administrativos e não concordo com a cruzada lançada por um jornal para defender interesses privados do seu Director e do próprio Jornal do qual é proprietário, mais uma vez em contradição com o código deontológico dos jornalistas que estipula que " ... o jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses."

Matosinhos, 24 de Fevereiro de 2008

Maria Otília
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[edição 1419 de 29 de Fevereiro de 2008]

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