8 de maio de 2008

AMNISTIA INTERNACIONAL DE MATOSINHOS PREOCUPADA COM A CHINA ... E MATOSINHOS

Depois da sua constituição, em Maio deste ano, e da inauguração da sede provisória, no Monte Espinho, Leça da Palmeira, cedida pela Câmara Municipal, o NAI - Núcleo da Amnistia Internacional de Matosinhos, promove, amanhã, novo debate, desta vez dedicado à "China - Jogos Olímpicos e o aumento da violação dos direitos humanos", na Sala dos Espelhos da antiga Biblioteca Municipal, às 16 horas.

Entretanto, na próxima segunda feira, dá início a um ciclo de palestras com o mote “Vamos falar de Direitos Humanos”. O primeiro tema será “de que falamos quando falamos de Direitos Humanos”, na Escola Secundária da Senhora da Hora, às 21:30 horas.
Fundada com a finalidade de ser “um espaço destinado à defesa dos Direitos Humanos, não tínhamos nenhum Núcleo da Amnistia Internacional em Matosinhos – a ideia surgiu, e vamos trabalhar em prol da comunidade, defendendo os direitos das pessoas” esclareceu e assegurou a sua representante máxima, Otília Gradim no acto da apresentação oficial da AI, corroborada pelo presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, António Parada, um dos seus fundadores, presidente da municipalidade, Guilherme Pinto, um dos seus membros.

É pena que, até agora, ainda não tenha colocado, em cima da mesa, questões relacionadas com o Concelho, limitando-se, somente, a ocupar-se de assuntos que ocorrem no estrangeiro, já que, segundo o seu regulamento, “a visão da AI Portugal é a de um mundo em que cada pessoa desfruta de todos os Direitos Humanos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e noutros padrões internacionais de Direitos Humanos, e em que Portugal seja um modelo na promoção e defesa dos Direitos Humanos.
A missão da AI Portugal – dos Núcleos espalhados pelo país, nomeadamente, o de Matosinhos - é cumprir a sua visão, promovendo investigação e acção destinadas à prevenção e combate dos graves abusos à integridade física e mental, à liberdade de consciência e de expressão, sobre o direito à não discriminação, no contexto de uma promoção de todos os Direitos Humanos, de forma eficiente, fiável e influente.”
Espera-se que, futuramente, o Núcleo da Amnistia Internacional comece a tomar atenção e a combater, também, a violação dos Direitos do Homem e os abusos à Liberdade de Expressão que são cometidos na nossa terra, pois, em primeiro lugar devemos “arrumar” a nossa casa e, depois, partimos para o exterior.

Ora, a AI de Matosinhos está exactamente a funcionar ao contrário do que é lógico, e do que fazem os restantes Núcleos do pais e do mundo.
Que pensam protagonizar, nesta área, dois dos mais salientes membros da IA concelhia - respectivamente Guilherme Pinto e António Parada, apoiados nas suas “entourages”?
Se se remeterem ao silêncio, darão sinal público de que são contra a Liberdade de Expressão, contra os Direitos do Homem, e que a careta não condiz com a letra!
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Natália Pinto Soares
edição 1416 de 8 de Fevereiro de 2008 ]

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