29 de junho de 2007

UMA HISTÓRIA DAS MULHERES


O uso do véu era corrente no mundo mediterrâneo antigo. Mas sem obrigação religiosa. É verdade que se cobre a cabeça em numerosos ritos sacrificiais greco-romanos; mas é uma prática dos dois sexos. Nem o «Antigo Testamento» nem os Evangelhos apontam exigências neste aspectos.
O apóstolo Paula inova. Na «Primeira Epístola aos Coríntioa» (11, 5-10), escreve que nas assembleias, os homens devem descobrir-se, e as mulheres, cobrir-se. «E toda a mulher que reza ou profetiza, com a cabeça descoberta, desonra a própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobrir, corte também os cabelos. E se é vergonha para a mulher ter os cabelos rapados, então que se cubra.» E porque a mulher foi criada para o homem, «a mulher deve trazer sobre a sua cabeça um sinal de sujeição, por causa dos anjos.»

As mulheres devem calar-se nas assembleias.

Velar-se se profetizam. Velar-se em sinal de dependência: «A mulher fica portanto obrigada a usar na cabeça um sinal de autoridade.»

(pag 58)

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