29 de junho de 2007

MULHERES (IN)VISIVEIS

Mas, se são poucas as certezas, há, no que em particular diz respeito às agressões de que são vítimas as mulheres,uma hipótese que vale a pena sinalizar, ao menos como sugestão para pesquisa futura. É certo que essa hipótese é puramente regional, e que só se aplica na verdade ao Ocidente. Parece-nos contudo que ela é suficientemente relevante para dever ser assinalada no início deste relatório sobre a violencia exercida em Portugal contra as mulheres. A hipótese é a seguinte:
Até finais dos anos 60, a violência contra as mulheres era uma violência institucionalizada (na família, no Estado, na medicina, e na sua ética, na religião, etc. ). Na sua educação e na sua conduta, na sua sexualidade e em geral no seu corpo, no usufruto dos bens que lhe pertenciam e na sua liberdade de movimentos, na sua profissão, na expressão da sua espiritualidade, em todos os aspectos da sua vida, a mulher estava dependente de sucessivas autoridades, vivia sob o signo da mais absoluta e absurda transcendência. Nada verdadeiramente lhe pertencia. Da tutela dos pais passava para a tutela do marido. E esses dois poderes, por sua vez, eram apoiados e potenciados pela prática médica, pela jurisprudência, pelo confessionário e pela influencia das igrejas, pelos valores comummente partilhados pela sociedade.
Ora de tudo isto decorria que a violência exercida contra as mulheres era, por assim dizer, uma violência tranquila.
(pag. 20)

UMA HISTÓRIA DAS MULHERES


O uso do véu era corrente no mundo mediterrâneo antigo. Mas sem obrigação religiosa. É verdade que se cobre a cabeça em numerosos ritos sacrificiais greco-romanos; mas é uma prática dos dois sexos. Nem o «Antigo Testamento» nem os Evangelhos apontam exigências neste aspectos.
O apóstolo Paula inova. Na «Primeira Epístola aos Coríntioa» (11, 5-10), escreve que nas assembleias, os homens devem descobrir-se, e as mulheres, cobrir-se. «E toda a mulher que reza ou profetiza, com a cabeça descoberta, desonra a própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Se uma mulher não se cobrir, corte também os cabelos. E se é vergonha para a mulher ter os cabelos rapados, então que se cubra.» E porque a mulher foi criada para o homem, «a mulher deve trazer sobre a sua cabeça um sinal de sujeição, por causa dos anjos.»

As mulheres devem calar-se nas assembleias.

Velar-se se profetizam. Velar-se em sinal de dependência: «A mulher fica portanto obrigada a usar na cabeça um sinal de autoridade.»

(pag 58)

28 de junho de 2007

ENTÃO PORQUE ACEITOU ANTES?...


MATOSINHOS TAMBÉM TEM UM JOE... É O JOE NARCISO!

Este Joe não tem uma colecção de arte (será que não?...) mas é um grande artista!... Então a contar anedotas...

“Tem de acabar o labéu constante ao Poder Local, mas este também não deve dar motivos para que se fale. Tudo tem de ser transparente e deve-se saber gastar o dinheiro que é do povo. Quando regressar à actividade política serei intransigente, não aceitando financiamentos para qualquer actividade. Isso para mim vai ser uma questão central”.A pergunta – “Está surpreendido quando afirmo “quando eu regressar?” Repito o que disse: quando eu regressar. É que eu saí de presidente da Câmara não por vontade do povo, mas por vontade de algumas pessoas do meu partido. E eu irei corrigir essa posição partidária”.